sábado, 19 de setembro de 2009

Poder paralelo: facção criminosa mais organizada e temida do Brasil já se instalou na região

Maior e mais poderosa organização criminosa do Brasil, a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) chocou a todos ao mobilizar centenas de criminosos para provocar terror e caos em São Paulo entre 2005 e 2006. Além das centenas de mortes, os atentados despertaram atenção pela capacidade de ousadia do PCC.

A origem propriamente dita do PCC estaria entre os anos de 93 e 94 com a atuação de criminosos livres, interessados em ajudar os que estão presos, quando em 2000 entrou pra valer nos grandes presídios paulistas. Na maioria das vezes é comandada por líderes presos em penitenciárias e cadeias de segurança máxima, entre eles, o criminoso Marcos Camacho, o Marcola, que atualmente cumpre sentença de 44 anos – acusado de assalto a bancos - no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau II, no interior de São Paulo.

Mas a cada dia, novas pessoas são treinadas e passam a comandar regiões estratégicas do tráfico de drogas. O lema, ou melhor, o estatuto do PCC, prevê que “os membros ‘estruturados’ e livres devem contribuir com os demais membros presos sob a pena de condenação à morte, sem perdão”.

As investigações da Delegacia Seccional do Litoral Norte e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Vale do Paraíba, que apontam ramificações da facção e atuação dos chefes e membros em diversos setores da sociedade.

Infiltrações

Investigações apontam que no Litoral Norte o PCC já está infiltrado em áreas periféricas onde há comércio de drogas, com suposto envolvimento de líderes comunitários, políticos, transporte clandestino de veículos e perueiros (identificados em São Sebastião e Caraguatatuba), além de contrabando e comércio de cigarros.

De acordo com o delegado seccional do Litoral Norte, Múcio Mattos Alvarenga, o PCC se instalou na região em função da influência do Vale do Paraíba. “A facção criminosa, ou melhor, seus líderes, fazem uma exploração visceral de seus membros, que muitas vezes não têm nada a perder”, explica.

Alvarenga cita que os tentáculos do PCC estão em todos os lugares. “Mesmo com trabalho que temos feito em parceria com o Ministério Público e a Polícia Militar, desmantelar a estrutura é difícil. São organizados e o patrimônio financeiro é grande. O crime se organiza na bagunça do Estado”.

O delegado cita que atualmente o crime está banalizado e há inversão de valores. “Graças à influência da mídia, hoje o mocinho é o bandido e o bandido é o mocinho. As crianças querem ser o bandido para se projetar como mocinho”.

Piloto

Autoridades policiais e judiciárias desmontaram um esquema que estava sendo comandado de dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba.

O processo de investigação vinha ocorrendo desde maio e culminou com a descoberta de que um preso chefiava um grupo de outros 20 traficantes que comercializava e liderava o tráfico de drogas em Ubatuba.

Da unidade prisional e por telefone, Marcos Paulo Custódio Nascimento, passava ordens aos comparsas que estavam fora da cadeia. De lá, ele definia os pontos de comércio de drogas em Ubatuba, em qual conta bancária seria depositado o dinheiro da prática ilícita, entre outras tarefas.

De acordo com a promotora Ana Brasil Rocha, uma das autoras da denúncia, o detento é um dos mais fortes do grupo no Litoral Norte. “Ele é um ‘piloto’ que ordena o que deve e o que não deve ser feito. Também fica responsável por julgar bandidos que fazem ações que não estão adequadas à facção”, descreve a promotora.
Outro nome com participação comprovada na facção é “Caio”, que fazia trabalho semelhante, no entanto, fora das celas.

Contrabando

Policiais rodoviários federais apreenderam 10 mil maços de cigarros contrabandeados, todos provenientes do Paraguai e que tinham como destino o comércio de Caraguatatuba. A ação foi realizada durante uma fiscalização desenvolvida no entroncamento das rodovias Transbrasiliana (BR-153) e Raposo Tavares (SP-270), em Ourinhos (SP).

Segundo o delegado adjunto da Receita Federal de Marília, a ocorrência confirma que a região é ponto para a venda de produtos irregulares, sem pagamento de impostos e notas fiscais. “O Litoral Norte é um dos destinos de contrabando do Paraguai”, afirma.
Segundo investigações, parte do dinheiro arrecadado com o contrabando seria investido no comércio de drogas em áreas periféricas da região.

Um comentário:

  1. AQUI EM MANAUS NAS PERIFERIAS SE INSTALARAM VARIAS FORMAÇÕES CRIMINOSAS ESTILO LAMPIÃO DO NORDESTE BANDIDO HEROI ESTAMOS NUM MATO SEM CACHORRO TEMOS QUE CONTAR COM AMIGOS PERIGOSOS E PARENTES QUE SABEM COMO SOLAPAR MARGINAIS

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